Chupa que é de uva, senta que é de menta, a perda das tradições juninas.
Mais uma vez encontro-me propenso a escrever sobre algo que me sinto profundamente incomodado, estamos chegando no período de festas juninas e já vejo a movimentação e o burburinho na mídia e nas rodas de bate-papo sobre quais serão as atrações que iram tocar no Forró Caju, será que teremos Aviões do Forró, Saia Rodada, Calcinha Preta entre outras bandas que denigrem a verdadeira e tradicional festa junina?
Não existe no Nordeste festa mais linda que os festejos juninos, repletos de comidas típicas (milho, canjica, arroz doce, pamonha entre outros que me deixam com água na boca), quentões de sabores diversos (jenipapo, passas, maracujá, cajá, tamarindo que servem para esquentar e animar as noites), fogos que explodem e reluzem nas noites de inverno (vulcões, espadas, traques, morteiros entre outros que fazem a alegria da criançada e nos proporcionam um verdadeiro show pirotécnico nas ruas, chácaras, sítios e fazendas), porém o que mais temos de valioso ao meu ponto de vista é o bom e velho forró (baião, xote, xaxado) com letras que condizem com a realidade de um povo batalhador e de uma riqueza cultural imensa.
Não sou um estudioso profundo do Forró e da cultura nordestina, mais com o pouco que sei vejo nitidamente uma perda das tradições juninas e uma criação de festas massificadas objetivando o lucro e um empobrecimento cultural. Antigamente tínhamos o nosso forró dançado com toda uma indumentária caipira, onde os homens que não tinham bigodes, os colocavam pintados, as mulheres utilizavam as sardinhas e faziam tranças nos cabelos, como era engraçado fingir-se de banguelo para brincar o São João dançando quadrilhas e o bom forró, porém no tocante a indumentária vemos hoje em dia um São João com um estilo country, onde os homens não usam mais chapéus de palha e sim de vaqueiros com calças jeans e camisas xadrez, já as mulheres usam botas, algumas ainda trançam os cabelos, porém, põem um chapéu estilo cowgirl com um cinto grande e estão prontas para arriar fivela literalmente até o dia nascer.
No tocante a música tínhamos e temos ainda grandes expoentes como Luiz Gonzaga conhecido como o rei do baião que trazia em suas letras a realidade do povo nordestino que luta para sobreviver (Asa Branca) ou momentos cômicos (Samarica Parteira), não podemos deixar passar em branco cantores como Dominguinhos, Elba Ramalho, Trio Nordestino, Zé Ramalho, Alceu Valença, Alcimar Monteiro que buscam ainda em uma sociedade altamente massificada preservar o verdadeiro forró e que a cada dia vêm perdendo espaço para supostas “bandas de forró” que trazem em suas letras: chupa que é de uva, senta que é de menta, beber cair, levantar, músicas que incentivam a promiscuidade, que denigrem a nossa riqueza cultural, de uma construção musical pobre e que nos induzem a fazer parte de um mundo superficial e sem valores éticos e morais. Seus shows são repletos de dançarinas que pulam e fazem acrobacias no ar semi nuas e de cantores que fazem gestos obscenos no palco e vejo mais uma vez o quanto o ser humano é besta ao bater palmas e se descabelar por algo que não acrescentará nada em termos culturais a nós brasileiros. Segue aqui meu ponto vista e para provar o que estou falando abaixo segue um comparativo com uma música de Aviões do Forró e de Elba Ramalho, não irei colocar uma de Luiz Gonzaga, pois sabemos que este é o rei do baião e o expoente máximo do forró, seria até humilhação comparar ele com um “Aviões do Forró” repleto de merdas musicais.
Mais uma vez encontro-me propenso a escrever sobre algo que me sinto profundamente incomodado, estamos chegando no período de festas juninas e já vejo a movimentação e o burburinho na mídia e nas rodas de bate-papo sobre quais serão as atrações que iram tocar no Forró Caju, será que teremos Aviões do Forró, Saia Rodada, Calcinha Preta entre outras bandas que denigrem a verdadeira e tradicional festa junina?
Não existe no Nordeste festa mais linda que os festejos juninos, repletos de comidas típicas (milho, canjica, arroz doce, pamonha entre outros que me deixam com água na boca), quentões de sabores diversos (jenipapo, passas, maracujá, cajá, tamarindo que servem para esquentar e animar as noites), fogos que explodem e reluzem nas noites de inverno (vulcões, espadas, traques, morteiros entre outros que fazem a alegria da criançada e nos proporcionam um verdadeiro show pirotécnico nas ruas, chácaras, sítios e fazendas), porém o que mais temos de valioso ao meu ponto de vista é o bom e velho forró (baião, xote, xaxado) com letras que condizem com a realidade de um povo batalhador e de uma riqueza cultural imensa.
Não sou um estudioso profundo do Forró e da cultura nordestina, mais com o pouco que sei vejo nitidamente uma perda das tradições juninas e uma criação de festas massificadas objetivando o lucro e um empobrecimento cultural. Antigamente tínhamos o nosso forró dançado com toda uma indumentária caipira, onde os homens que não tinham bigodes, os colocavam pintados, as mulheres utilizavam as sardinhas e faziam tranças nos cabelos, como era engraçado fingir-se de banguelo para brincar o São João dançando quadrilhas e o bom forró, porém no tocante a indumentária vemos hoje em dia um São João com um estilo country, onde os homens não usam mais chapéus de palha e sim de vaqueiros com calças jeans e camisas xadrez, já as mulheres usam botas, algumas ainda trançam os cabelos, porém, põem um chapéu estilo cowgirl com um cinto grande e estão prontas para arriar fivela literalmente até o dia nascer.
No tocante a música tínhamos e temos ainda grandes expoentes como Luiz Gonzaga conhecido como o rei do baião que trazia em suas letras a realidade do povo nordestino que luta para sobreviver (Asa Branca) ou momentos cômicos (Samarica Parteira), não podemos deixar passar em branco cantores como Dominguinhos, Elba Ramalho, Trio Nordestino, Zé Ramalho, Alceu Valença, Alcimar Monteiro que buscam ainda em uma sociedade altamente massificada preservar o verdadeiro forró e que a cada dia vêm perdendo espaço para supostas “bandas de forró” que trazem em suas letras: chupa que é de uva, senta que é de menta, beber cair, levantar, músicas que incentivam a promiscuidade, que denigrem a nossa riqueza cultural, de uma construção musical pobre e que nos induzem a fazer parte de um mundo superficial e sem valores éticos e morais. Seus shows são repletos de dançarinas que pulam e fazem acrobacias no ar semi nuas e de cantores que fazem gestos obscenos no palco e vejo mais uma vez o quanto o ser humano é besta ao bater palmas e se descabelar por algo que não acrescentará nada em termos culturais a nós brasileiros. Segue aqui meu ponto vista e para provar o que estou falando abaixo segue um comparativo com uma música de Aviões do Forró e de Elba Ramalho, não irei colocar uma de Luiz Gonzaga, pois sabemos que este é o rei do baião e o expoente máximo do forró, seria até humilhação comparar ele com um “Aviões do Forró” repleto de merdas musicais.
Aviões do Forró - Chupa Que É De Uva
Vem meu cajuzinho
Te dou muito carinho
Me dá seu coração
Me dá seu coração
Vem meu moranguinho
Te pego de jeitinho
Te encho de tesão
Te encho de tesão...
Me deixa maluca
Tira o mel da fruta
Me mata de amor
Me mata de amor
Me pega no colo
Me olha nos olhos
Me beija que é bom
Me beija que é bom...
Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva
Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva...
Vem meu cajuzinho
Te dou muito carinho
Me dá seu coração
Me dá seu coração
Vem meu moranguinho
Te pego de jeitinho
Te encho de tesão...
Me deixa maluca
Tira o mel da fruta
Me mata de amor
Me mata de amor
Me pega no colo
Me olha nos olhos
Me beija que é bom
Me beija que é bom...
Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva
Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva...
Me deixa maluca
Tira o mel da fruta
Me mata de amor
Me mata de amor
Me pega no colo
Me olha nos olhos
Me beija que é bom
Me beija que é bom...
Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva
Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva
Elba Ramalho - Ai Que Saudade de Ocê
Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade de ocê
Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim:
"faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai que saudade sem fim"
E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caia no choro
Vou chorando pela estrada
Mas, o que eu posso fazer ?
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é de ocê.